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"Do trabalho, teu povo é amante... Braços fortes,coragem imorredoura
Te fundiram, nesta gigante, nesta terra tão encantadora
Por ti, minha Mogi querida...  Das Cruzes, o símbolo cristão
Darei a minha própria vida de todo o meu coração"
-- Hino de Mogi das Cruzes --


Não poderia relatar no post deste sábado qualquer assunto que não fosse o prêmio SEBRAE Prefeito Empreendedor conquistado por Mogi das Cruzes na última quinta-feira. Como sonhei com esse reconhecimento, como trabalhei pessoalmente por isso e como fiquei feliz em ver toda a turma de Mogi das Cruzes unida festejando esse momento...
Seja lá quais forem os caminhos da minha vida, sempre terei fortes vínculos com a cidade de Mogi das Cruzes que me acolheu, tornou-me sua cidadã em 2009 e que acolhe também colônias de todos os cantos do mundo, com destaque especial para a colonização japonesa, com uma grande quantidade de japoneses e seus descendentes (aproximadamente 8% segundo a prefeitura), que já estão em sua terceira geração no município. Ah, como aprendi na minha passagem por Mogi!
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"No interior da grande cidade de todos está a cidade pequena em que realmente vivemos."
(José Saramago)


Desde que anunciei meu retorno às atividades profissionais em São Paulo, a pergunta que mais tenho respondido não tem nada a ver com a proposta do novo emprego ou com os desafios que irei enfrentar, mas sim sobre a minha possível partida de Mogi das Cruzes.
Já se vão quase 6 anos desde que me instalei nesta cidade. Hoje, cidadã mogiana, é aqui que pretendo seguir a minha vida. Mogi das Cruzes é a "minha" cidade. É a cidade que me acolheu, onde meus filhos cresceram, onde construi o alicerce da minha vida profissional. Amo-a de paixão. Amo a relação que estabeleci com o município. E antes que alguém me pergunte: sim, eu acredito em relacionamentos entre cidades e pessoas. Assim como nós, cidades têm vida, têm personalidade, têm características únicas. E as de Mogi das Cruzes, me conquistaram.
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Nelson Almeida - Agência Luz
Se você acompanha o Lounge Empreendedor, sabe da minha paixão pela mistura Empreendedorismo + Educação.
Já publiquei vários textos sobre o assunto e tenho absoluta certeza que esse é o caminho mais certeiro para uma transformação real na cultura do emprego no Brasil.
Pensando nisso, há 2 anos eu esperava viver as emoções e conquistas que o programa de Educação Empreendedora vem me trazendo em Mogi das Cruzes.
Estamos no meio de uma iniciativa pioneira ao capacitar, em um curto período e de forma simultânea, todos os professores da rede municipal de ensino.
Creio que trabalhar o ensino do empreendedorismo de forma transversal, levando aos alunos não apenas teoria, mas também a contextualização com a sua realidade é a possibilidade para gerar mudanças efetivas em seu comportamento no futuro e de causar influência direta em suas próprias famílias no presente. Quem nunca ouviu falar em crianças influenciando diretamente seus pais, avós, padrinhos ou vizinhos?
Com o programa Jovens Empreendedores Primeiro Passos, espero vê-las desenvolvendo seus sonhos e metas para que possam conquistar novo espaços no cenário nacional. E espero também que os professores tenham a oportunidade de desenvolver novas competências, não apenas enquanto durar a capacitação, mas em suas próprias vidas.

Esmeralda Rodrigues, 45 anos, é professora há mais de 20 e atualmente leciona em uma escola municipal do bairro Novo Horizonte, em Mogi das Cruzes. 
Esmeralda Rodrigues
Foto: Nelson Almeira / Luz
Ela começa a se preparar para um novo desafio profissional quando a partir do segundo semestre de 2011, levará a seus alunos, além do conteúdo tradicional, noções de comportamento e cultura empreendedora. Na visão da professora Esmeralda, que gostou do primeiro dia de curso, não se trata de ensinar à garotada como abrir um negócio altamente lucrativo ou a ganhar mais dinheiro do que trabalhando como empregado no setor público ou privado. “Pelo que percebi, o conteúdo que vamos trabalhar tem mais a ver com uma mudança de comportamento. O aluno não só aprenderia, desde cedo, que é possível planejar e desenvolver um empreendimento próprio, mas também a ganhar maior autonomia e controle sobre a própria vida. Um exemplo seria estimular o cultivo de verduras no quintal de casa, para consumo da família, utilizando tempo e espaço que provavelmente estavam ociosos”, afirma.
É isso mesmo, Esmeralda!!! Cidadãos mais autônomos no futuro! 


Maria Vitória Lopes
Foto: Nelson Ameida / Luz

Maria Vitória Lopes, 46 anos, professora nos bairros de Varinhas e Jardim Santos Dumont, vai mais adiante: “acho que poderemos levar às crianças uma orientação positiva, que, na contramão do consumismo desenfreado de hoje, mostre que é importante saber fazer reservas e gerenciar recursos. Penso que isso tem a ver com empreender de forma consciente, consumir de forma consciente e pensar em negócios que não sejam apenas lucrativos, mas sustentáveis”.
Uau, Vitória! Será lindo perceber nas crianças mogianas tamanha transformação.


Maria Geny
Foto: Nelson Almeida / Luz
 Para a  secretária de Educação de Mogi das Cruzes, profª Maria Geny Borges Ávila Horle, a iniciativa vai além de uma iniciativa pontual, por isso vinha sendo discutida desde 2009 para que fosse implantada com responsabilidade. A cidade já tem, inclusive, um decreto municipal que prevê a aplicação do empreendedorismo em toda a rede de ensino fundamental municipalizada, o que abrange 77 escolas, 486 profissionais e um universo de 16,7 mil alunos do primeiro ao quinto ano e a mais 460 estudantes da EJA (Educação de Jovens e Adultos).

Tem como não dedicar o coração a uma causa como essa?

Foto externa da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes
A eleição da mesa diretiva da Câmara de Vereadores de Mogi das Cruzes foi decidida no “papelzinho”. O empate de 8 a 8 entre os votos dos 16 representantes legislativos é um convite a reflexão sobre burocracia, liderança e gestão.
Fique claro que não pretendo discutir o resultado da eleição da Casa de Leis mogiana nem as escolhas político-partidárias de cada vereador. O foco está no processo que traz como saldo “vencedores e vencidos” e no regimento interno que leva a política legislativa pelo caminho da simplicidade e da sorte.
Uma eleição que produza vencedores e vencidos – nenhuma novidade e nem exclusividade do mundo político – resulta em idéias vitoriosas ou idéias moribundas. Aos primeiros, fica o sentimento de triunfo e alívio. Aos segundos, a decepção. E, aos demais, a ansiedade pelos dias que virão. Afinal, quais serão os novos objetivos e estratégias?
A nova governança chega repleta de vontade num imenso reservatório de idéias, algumas pouco práticas, outras repletas de nobres propósitos, mas todas invariavelmente custosas de serem implementadas em função do sentimento de derrota dos vencidos.
A democracia por meio do voto obrigatório pode até funcionar quando falamos em grandes amostras. Contudo, para uma gestão eficiente de pequenos grupos, a melhor alternativa é a busca pelo consenso. Não significa buscar unanimidade, mas sim dar a todos a responsabilidade pelo êxito do grupo e pela busca conjunta de soluções de forma aberta e transparente.
Consenso é um duro aprendizado de respeito não apenas à hierarquia e às normas, mas principalmente à opinião do outro. Quando as pessoas se sentem ouvidas e respeitadas, elas se integram e se comprometem com os resultados do grupo. Ao líder caberá foco e gestão para monitoramento das propostas e dos resultados.
Conduzir grupos em que o princípio do consenso não funcione significa produzir idéias fracas e interesses unicamente pessoais.
Mudar não é simples, mas aquilo que parece um pouco mais complicado e trabalhoso pode trazer conseqüências muito mais apaziguadoras do que o sentimento de conquista (ou de perda) gerado por um “papelzinho”.
Tenho certeza que muitos destes pensamentos já estão integrados a prática de uma nova maioria que parece reunir condições para realizar uma administração bem sucedida.
A burocracia dos regimentos internos deve ser respeitada, mas não pode ser eternizada. Se uma norma maltrata em demasia os princípios básicos da democracia e liderança, ela precisa ser revista.
Sob uma perspectiva individual, o mundo sempre estará repleto de contradições teóricas, desajustes práticos e comportamentos irracionais. Ainda assim, é preferível buscar o consenso a conviver com a falsa segurança dos regimes fechados, fadados mais cedo ou mais tarde ao fracasso de sua gestão.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - MogiNews
11 de dezembro de 2010 


Mal amanhece o dia e o homem do campo já está lidando na terra para o seu sustento, de sua família e de muitos de nós. Produtores rurais proprietários, meeiros e arrendatários jogam suas sementes na terra e cuidam para que a natureza as transforme em frutos que formarão seu produto de venda. Natureza que nem sempre é generosa com a agricultura e que apesar de a dizermos perfeita, jamais a faremos chover ou raiar o sol à hora que queremos. Dependendo da cultura de produção, há quem perca com chuvas, geadas ou granizo. E nesse momento, estar preparado e ter uma boa gestão da propriedade podem reduzir os estragos.
Certa vez, ouvi de um produtor que se ele investisse no mercado de capitais os recursos que disponibiliza para sua propriedade, correria menos risco com rendimentos iguais ou superiores aos de sua produção. No campo, não podemos acabar com os riscos, mas se o empresário rural encontrar possibilidades que estimulem sua produção e amplie a geração de renda na propriedade pode mitigar a maioria deles. Boas práticas relacionam-se a profissionalização do homem do campo, a inserção de novas tecnologias, a agroindustrialização da produção e, até mesmo, a intensificação de novas atividades no meio rural, como o turismo rural.
Nesse sentido, me honro em manter florescendo as sementes plantadas na região desde a implantação do SEBRAE-SP em Mogi das Cruzes. Surpreendo-me e aprendo com esses verdadeiros heróis do campo: homens e mulheres que administram suas propriedades com amor à tradição, com desejo em evoluir e assumindo todos os riscos que a atividade traz consigo.
Minha satisfação é jamais ter deixado um único produtor que tenha procurado orientação sem resposta. Se as micro e pequenas empresas formais têm sido responsáveis pelo aumento da criação de postos de trabalho e ajudado o País a manter a economia funcionando; no campo, não é diferente. Nossa região concentra um número expressivo de produtores do elo mais fraco da cadeia de alimentos: o setor produtivo que, dia após dia, lida com a alta perecibilidade de seus produtos vendo seus custos de produção em elevação e seu preço de venda sendo definido pelo mercado.
Por isso, cabe a todos nós, sociedade e poder público, defender e apoiar condições para o desenvolvimento sustentável do campo. Temos nas mãos a possibilidade de construir um modelo de produção rural com práticas efetivas de agroecologia, parcerias responsáveis e transferência de tecnologia em prol da valorização e permanência desses heróis em seus postos de trabalho.
Se falar pode parecer muito fácil; reconheço aqui a dedicação e o trabalho desses empresários do campo e desejo sucesso ao mais novo herói à frente do Sindicato Rural de Mogi das Cruzes, Fernando Ogawa, que cuidará dos problemas do agronegócios além da porteira de sua própria propriedade!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Caderno Opinião - MogiNews
05 de junho de 2010