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Até o dia 30 de novembro, as empresas devem fazer o pagamento da primeira parcela do 13º salário no Brasil, que equivale a 50% do seu valor integral. Dinheiro extra é sempre motivo de alegria e para o empreendedor, motivo de preocupação caso o fluxo de caixa esteja apertado ou se sua projeção esteja inconsistente.
Para o trabalhador a dúvida normalmente fica entre quitar as pendências com contas atrasadas, comprar os presentes de Natal, guardar para os impostos do início do próximo ou até mesmo investir em uma poupança ou ações.
Segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), aproximadamente 78 milhões de brasileiros serão beneficiados com o pagamento do décimo terceiro salário que deverá njetar cerca de R$ 118 bilhões na economia brasileira - aproximadamente 2,9% do PIB. Beneficiam-se deste valor, os trabalhadores do mercado formal, inclusive os empregados domésticos e beneficiários da Previdência Social, aposentados e beneficiários de pensão da União e dos estados.
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Pesquisa realizada pelo IPEA e publicada pela Agência SEBRAE de Notícias mostra que microempresários ganham duas vezes mais que assalariados.
É claro que essa não é uma receita que serve para todos, mas certamente pode animar muito aqueles que pretendem iniciar um novo negócio.


Brasília - Ter o próprio negócio é mais rentável que ser assalariado. A conclusão consta em pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo o levantamento SIPS (Sistema de Indicadores de Percepção Social), feito com 2.773 pessoas em todas as unidades da federação durante o segundo semestre de 2010, 25,31% dos assalariados recebem salários equivalentes a dois salários mínimos ou mais. Entre os trabalhadores por conta própria e os microempresários, que têm, no máximo, cinco funcionários, o valor é duas vezes maior. Do total, 54,59% lucram acima de dois salários mínimos todos os meses.
Apesar da rentabilidade maior, abrir uma empresa não está entre as principais opções dos brasileiros que estão desempregados. Ainda há um receio em relação ao processo, de acordo com a pesquisa. A concorrência acirrada é o maior entrave para o crescimento das micro e pequenas empresas no momento atual da economia brasileira, segundo os próprios empresários. A redução da disputa pelo cliente é o fator que mais contribuiria para a melhoria do desempenho do empreendimento, de acordo com 41,2% dos donos de negócios de pequeno porte.
O levantamento mostra que a questão é mais preocupante até mesmo do que a carga tributária elevada e a dificuldade de acesso ao crédito, opções tradicionalmente citadas como empecilhos para a ascensão empresarial. Os dois argumentos foram apontados por 14,9% e 14,3%, respectivamente. “A preocupação dos empresários com a concorrência reforça a importância de ter uma situação econômica favorável, com crescimento da economia e aumento da demanda”, afirma o responsável pelo levantamento, o técnico de planejamento e pesquisas do IPEA, Bruno Marcos Amorim.
Mas quem opta por abrir o próprio negócio tem que estar preparado para se dedicar em tempo integral. A pesquisa mostra que 15,3% dos empregadores e trabalhadores por conta própria apontam a falta de uma jornada de trabalho como um dos problemas de não ser assalariado. Em seguida, citam o fato de nunca conseguirem tirar férias para descansar (14,7%). Os empresários reclamam ainda de trabalharem muito e ganharem pouco (10,4%) e de terem renda instável, enfrentando dificuldades para manter o negócio em determinados períodos do ano (7,4%). “Comprova uma percepção de que trabalhar por conta própria dá autonomia ao empresário, mas ele tem que dedicar e abdicar de várias coisas em sua vida”, afirma Amorim.

Serviço:
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Emprego e renda são algumas das maiores necessidades dos brasileiros nesta década e não é diferente em nossa região. Não é a primeira vez que converso com vocês sobre o assunto, mas a pergunta sobre como proporcionar ações de ocupação econômica permanece sendo o assunto em vários encontros empresariais. A responsabilidade é do governo, das escolas, das empresas?
Não! Sua empregabilidade depende exclusivamente de você, de sua competência profissional, disposição para aprender continuamente e capacidade de empreender.
Empreender não apenas no sentido de ter um negócio próprio, mas também de mover-se no contexto da restruturação e mutação do trabalho, no sentido de empreender a si próprio, na economia e na sociedade em permanente transformação.
É claro que para isso a educação profissional precisa ter um foco mais preciso e mais próximo desse novo mercado de trabalho, desvinculando-a de todo e qualquer viés assistencialista. Cursos ministrados para tirar menores da rua ou ocupar mulheres pobres não promovem sua empregabilidade se não inserirem as pessoas no processo produtivo. É preciso despertar em cada cidadão a importância da utilização adequada dos recursos aprendidos, contextualizando conceitos, aproveitando ao máximo o aprendizado e gerando resultados efetivos na geração de trabalho. A transformação do mercado integra o saber fazer com o querer fazer, tendo sempre como meta a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento das pessoas e das regiões.
Na era do conhecimento e de um mercado cada vez mais exigente, proporcionar o exercício da cidadania é criar um ambiente empreendedor adequado onde o trabalho, e não apenas o emprego, seja o responsável pela geração de renda.
Os negócios feitos em casa, a mão-de-obra ofertada pelas cooperativas e os postos de trabalho virtuais, com flexibilização de horário e local de trabalho são tendências cada vez mais aceitas.
Por isso, é preciso focar ações que permitam o despertar do indivíduo e de seus modelos mentais desde o início de seu processo educacional com atualizações dos conteúdos programáticos, sensibilização e capacitação de professores e profissionais que atuam no segmento educacional, para que possam alertar os alunos e seus pais sobre as novas exigências do mercado de trabalho.
De modo igual, planejamento é indispensável: planejamento da vida da comunidade, das condições de trabalho, da ocupação e utilização do espaço urbano e rural adequando as legislações trabalhista, tributária, societária, civil e comercial às novas formas do exercício profissional.
Por isso, em tempo de Copa do Mundo, minha torcida é pela ampla revisão das condições que garantam um melhor ambiente ao empreendedorismo e a competitividade empresarial.

Ana Maria Magni Coelho
Texto publicado no Caderno Opinião
Mogi News em 12 de junho de 2010